Muito mais que material escolar, é importante pensar nas refeições dos pequenos



Muito mais que material escolar, é importante pensar nas refeições dos pequenos

Está chegando a hora de voltar às aulas e a lista de tarefas a resolver dos papais e das mamães é imensa. Comprar material escolar, organizar os novos horários e, não dá para esquecer, de preparar o coração para deixar o pequeno na escolinha. Nessa correria a alimentação equilibrada das crianças deve ser prioridade, por isso dicas sobre quais alimentos oferecer e como armazenar são bem-vindas.


A recomendação dos nutricionistas para se manter uma alimentação equilibrada, seguindo a pirâmide alimentar, é compor uma refeição com todos os grupos alimentares: energéticos, reguladores e construtores. O primeiro é composto por carboidratos, responsáveis por dar energia aos pequenos. Os reguladores são as hortaliças e frutas, que auxiliam em diversas funções do organismo. Por fim, os construtores são as proteínas, presentes nas carnes, ovos, leites e derivados.

Compor um lanchinho completo é o mais importante. No grupo do construtor pode ser dado um pãozinho, recheado com queijo. Para finalizar, é só complementar com fruta e sucos naturais, que são reguladores. Segundo a nutricionista do Grupo São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi, uma dica muito importante é evitar repetições constantes de um alimento na mesma semana, para que a criança não enjoe facilmente.

A especialista alerta ainda sobre o cuidado com alimentos que necessitam de refrigeração, como iogurtes e frios, pois podem estragar se mantidos fora de temperatura. Para isso, uma lancheira térmica é mais adequada, já que normalmente esses alimentos representam a porção proteica que é importante na alimentação. Sendo assim, os pais precisam estar atentos à qualidade dos produtos, que devem garantir a segurança para os pequenos.

Muito mais que material escolar, é importante pensar nas refeições dos pequenos


Nutricionista

A volta às aulas está chegando e nada melhor do que começar o ano letivo bem-nutrido, certo? Para facilitar a montagem das lancheiras, seja das crianças ou de pacientes mais crescidinhos, separamos dicas bastante úteis de como escolher, higienizar e compor uma lancheira nutritiva e muito saudável. Confira:

De olho no material!
As lancheiras podem ser térmicas, feitas com material de baixa capacidade de troca de calor com o ambiente, ou não térmicas, nas quais somente produtos não perecíveis poderão ser armazenados. Se houver a necessidade de colocar alimentos perecíveis, a lancheira térmica (com o doador frio) é a melhor escolha.

Limpeza é fundamental!
Para evitar a propagação de fungos e bactérias, as lancheiras térmicas devem ser lavadas com água e detergente. Retire bem todos os restos de comida, lave a lancheira e seque com pano limpo. Evite produtos abrasivos como esponjas de aço e o lado áspero da esponja.

Mantenha o frio!
Mesmo sendo térmica, as lancheiras precisam de doadores frios para manter a temperatura do alimento fora da geladeira por, no máximo, 8 horas. O ideal é investir em cubinhos de gelo de gel congelante, pois não estouram e não sujam.

Aposentar é preciso!
Ao mínimo sinal de desgaste, perda de coloração, rasgos ou na presença de fungos/bactérias, a lancheira térmica deve ser trocada. Porém quando bem-conservada e lavada diariamente, a bolsa dura cerca de 1 ano.

Com a volta às aulas retorna a preocupação de como fornecer uma alimentação de qualidade para os pequenos. Com tanta informação disponível e linhas de atuação tão diferentes, os pais podem ficar inseguros sobre onde buscar indicações confiáveis de alimentos mais saudáveis, atraentes e balanceados para oferecer aos filhos.  Para Sonaira Fonseca, pediatra e coordenadora médica da Central Nacional Unimed, o mais importante é fornecer alimentos de boa qualidade nutricional, evitando-se altos níveis de açúcar, sódio e conservantes.

É importante ter em mente que uma alimentação de qualidade não significa pratos e lanches elaborados e caros. Um começo pode ser substituir os sucos de caixinha pelo natural, por exemplo. A versão industrializada da bebida pode ter até 52% a mais de açúcar que o natural. Acrescentar frutas e verduras ao lanche pode ser outro passo para reduzir alimentos processados nos lanches.

Outro exemplo são os salgados industrializados versus um sanduíche natural preparado com alimentos frescos em casa ou numa lanchonete na hora de ser consumido. Os salgados industrializados costumam ter índice elevado de sódio e gordura trans que podem causar hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e neurológicos, entre outros.

Também é fundamental prestar atenção na escolha do tipo de alimento para ser ofertado à criança. Segundo o Ministério da Saúde, o tipo de processamento sofrido pelo alimento interfere em seu sabor e sua qualidade nutricional. Os alimentos in natura são base ideal para uma alimentação balanceada, obtidos de plantas ou animais e adquiridos para consumo sem terem sofrido processamento. Já os alimentos processados devem ser consumidos com parcimônia, pois há a adição de sal, açúcar, óleo ou vinagre, o que os torna desequilibrados nutricionalmente, além de poderem elevar o risco de doenças, como as do coração, obesidade e diabetes. Já os ultraprocessados devem ser evitados, pois são pobres nutricionalmente e ricos em calorias, açúcar, gorduras, sal e aditivos químicos, com sabor realçado e maior prazo de validade.

Mas como diferenciar os alimentos processados e ultraprocessados? Pense na laranja, a fruta em si é o alimento in natura. Quando a transformam em um suco artificial torna-se um alimento processado e seu ultraprocessamento a transforma em suco em pó. Toda essa cadeia produtiva propicia a perda de nutrientes e o aumento da concentração de produtos químicos, principalmente os conservantes e açúcares. Desse modo, o alimento ultraprocessado pode ser entendido como a manipulação extrema do alimento in natura que só é possível através de um processo industrial.

Vale reforçar que não adianta montar uma lancheira balanceada se as crianças tiverem acesso a guloseimas em casa. É preciso manter os bons hábitos e a alimentação saudável dentro de casa.

Os dados mundiais sobre a obesidade infantil são alarmantes. A Federação Mundial de Obesidade já estima que o número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos acima do peso deve pular de 220 para 268 milhões em menos de uma década. Sendo que 91 milhões dessas serão obesas”, afirma Sonaira.

A obesidade é fator de risco para diversas doenças crônicas, dentre elas a hipertensão e a diabetes, ou seja, impacta diretamente na qualidade de vida e desenvolvimento da criança, por isso a importância de se introduzir bons hábitos desde cedo.


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