Inteligência emocional é tão importante quanto QI na primeira infância


   O investimento em educação na primeira infância é uma estratégia eficaz para o crescimento econômico, além de constatar que as habilidades socioemocionais são mais relevantes que o QI. Isso porque na etapa entre o nascimento e os cinco anos de idade, o cérebro se desenvolve rapidamente e é mais maleável. Além dessas habilidades, a inteligência emocional também é uma ferramenta chave a ser estimulada nessa etapa da vida da criança. 





   Na fase chamada de primeira infância é que o cérebro mais se desenvolve em termos estruturais. Crescer em um ambiente saudável e cheio de estímulos externos incentivará a sua maturidade cerebral, evitando vários problemas psicológicos futuramente.

   O ambiente nos primeiros anos é muito importante, pois nessa fase é construída uma base de habilidades que servirão para o futuro. Crianças pequenas são muito maleáveis e mutáveis e há nelas uma flexibilidade que não se vê em outras fases da vida.

   Durante a primeira infância, a criança não tem capacidade de gerenciar por si só os seus estados emocionais. O contato, tanto físico quanto emocional, permite que a criança se acalme em situações adversas. Com o passar do tempo, ela aprende a gerenciar as suas emoções na ausência dos seus responsáveis, desenvolvendo ferramentas de gestão da emoção. Essa ligação precoce tem um impacto direto na organização cerebral. O desenvolvimento de uma criança é influenciado pela genética, pelo ambiente onde cresce e pela capacidade psíquica e mental, que vai desenvolvendo com o passar do tempo.


   Os impactos de desenvolver inteligência emocional nos pequenos são muito positivos, pois uma criança que recebe o estímulo de pensar sobre suas emoções e como gerenciá-las, irá se tornar um jovem muito mais seguro, com resiliência, capacidade de identificar como resolver problemas e se tornar mais assertivo.


  Quando fazemos com que a criança se reconheça desde a infância e olhe para dentro de suas emoções, quando ela cresce consegue apostar no seu potencial e tem facilidade em gerenciar suas fragilidades, se olhar no espelho e se perdoar por não ser perfeito, entender que os erros fazem parte da vida e que sonhos só são possíveis com disciplina. E só conseguimos desenvolver esse olhar quando trabalhamos nossa inteligência emocional.


  O ambiente em que a criança vive é crucial para que aprenda a usar ferramentas de gestão emocional e para que desfrute de uma boa saúde emocional nesse período.

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